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Conhecendo o básico de uma mesa de som

Conhecendo o básico de uma mesa de som

27/07/11

A mesa de som

Oi tudo bém ? Você sabe como funciona uma mesa de mixagem? Ela está entre as ferramentas mais fundamentais no Áudio. A quantidade de modelos, fabricantes e recursos para integração com o computador é muito vasta, mas alguns conceitos permanecem os mesmos e devem ser bem entendidos para a correta operação dos sinais.

Uma mesa de som (ou console) normalmente é construída para uma função específica: gravações, mixagens, performances ao vivo e/ou monitoração dentro do estúdio, para os músicos ou platéia. Algumas funcionalidades podem ser bastante sofisticadas e exigem do operador um bom tempo de aprendizagem e prática. No entanto, listo abaixo alguns dos recursos, controles e conexões que são comuns à maioria das mesas. Estamos utilizando aqui como exemplo este modelo da bheringer , que nos é super útil .

  1. Entradas. Aqui estão os conectores de cada canal, que receberão os sinais de áudio. Conectores circulares de 3 pinos (XLR) normalmene são utilizados para sinais de Microfones (MIC), enquanto os sinais de LINHA (ou LINE) se conectam via TRS (Tip-Ring-Sleeve), popularmente conhecido como P10 ou "banana". Em algumas mesas, sinais LINE (aqueles já amplificados por pré-amplificadores externos, ou provenientes de gravadores e instrumentos como teclados ) também podem ser conectados via XLR. Verifique na sua mesa quais as possibilidades de sinais e conexões, atentando para uma correta ligação. É muito comum, por exemplo, que algumas pessoas utilizem as entradas LINE para conectar sinais INSTR (instrumento) de alta impedância, como aqueles de guitarras e baixos, uma vez que utilizam o mesmo tipo de cabo. Estes instrumentos devem utilizar entradas INSTR ou HI-Z, quando disponíveis.

  2. Ganho de Entrada. Antes que os sinais possam ser trabalhados, filtrados e mixados, eles precisam estar no nível, ou intensidade, correta. Sinais muito fortes podem sofrer distorções, enquanto sinais muito fracos podem conter alta porcentagem de ruídos na saída mesa. Portanto, todo sinal de entrada deve ser amplificado ou atenuado para um nível médio – nominal, seguro – antes de seguir para outras sessões da mesa. Como referência, enquanto o sinal de entrada estiver "tocando", ajuste este ganho de entrada até que as passagens mais altas não causem saturação. Na maioria das mesas, como nesta, existe um LED vermelho (aqui, próximo ao controle 6) que acenderá indicando sobrecarga. OBS.: Existe um botão de LOW-CUT (ou filtro de graves) próximo a este controle. Ele serve para filtrar frequências graves indesejáveis, como aquelas originadas do manuseio de microfones ou da rede elétrica.

  3. Entradas Estéreo. São conexões adicionais estéreo, para sinais com dois canais, esquerdo e direito. Por exemplo, de teclados sintetizadores, saídas do computador ou baterias eletrônicas. Somente aceitam sinais LINE e não possuem controle de ganho. Assim, talvez o nível do sinal precise ser ajustado na saída do instrumento que fornece o sinal.

  4. Equalização. Cada canal MONO (que são 4 nesta mesa) possui uma sessão de equalização, para timbragem do áudio, corretiva ou artisticamente. Mesas simples como esta oferecem apenas 3 controles: graves, médios e agudos.

  5. Mandadas Auxiliares. SENDs ou AUX. Depois que o nível e a equalização de cada canal estão ajustados, uma cópia do sinal pode ser enviada para fora da mesa, para fins de monitoração, gravação ou inserção de efeitos. Por exemplo, é comum utilizarmos uma das mandadas para que os músicos possam escutar seus próprios instrumentos e uma segunda mandada para a adição de REVERB (reverberação) artificial, que será misturado ao áudio original e reproduzido nas caixas principais (sistema de P.A. = Public Address = Caixas da Platéia).

  6. Panorama. O famoso esquerda-direita. Até o momento, estamos falando de sinais MONO, de apenas um canal. A partir deste ponto, iremos misturar (ou mixar) um canal com os demais, gerando uma saída estéreo de dois canais, que por sua vez, será amplificada em um sistema de P.A., armazenada em um gravador estéreo ou simplesmente monitorada pelo operador em fones de ouvido. O controle de panorama seleciona uma posição no "palco virtual" para cada um dos canais. Por exemplo: voz ao centro, caixa de bateria ligeiramente à direita e piano à esquerda. OBS.: Nos canais estéreo, o controle chama-se BALANCE e determina a proporção entre os canais esquerdo e direito, originais da entrada.

  7. Volume do Canal. Neste caso, um controle circular (ou KNOB). Em mesas maiores, pode ser vertical e deslizante, sendo conhecido como FADER de volume. Controla o volume daquele canal no mix. Exemplos: aumentar a guitarra na segunda música, diminuir o baixo que está se sobressaindo em determinada apresentação. Não confundir o controle de volume com o controle de ganho da entrada!

  8. Medidores de Nível. Indicam a intensidade do mix (ou de um dos canais quando está "tocando" sozinho – em SOLO). Toda mesa possui uma zona de conforto que deve ser respeitada. O ideal é que, em média, o sinal esteja em torno de 0dB, não ultrapassando o máximo nas passagens mais altas. Normalmente, existe um LED vermelho que se acende quando o sinal está muito alto e começa a gerar distorções. Se desejar um volume mais alto nas caixas da platéia, por exemplo, utilize o ganho do amplificador das caixas, ao invés de aumentar o volume da saída, o que poderia "clipar" o sinal nos medidores.

  9. Volume Principal ou Master. Em teoria, poderia ficar sempre na posição neutra (0dB), considerando-se que o volume de cada canal já esteja corretamente ajustado. Pode ser utilizado para aumentar ou diminuir ligeiramente o nível de saída em determinadas situações. Ao lado, existe também um controle independente para os fones-de-ouvido do técnico.

  10. Conectores das Mandadas. Por aqui saem as mandadas (normalmente em MONO) e retornam os sinais processados pelos efeitos (em ESTÉREO). Os retornos são mixados na mesa, como qualquer outro canal, porém não possuem EQ ou ganho.

  11. Volume dos Retornos. Em outras palavras, a proporção entre o sinal original, que está em um dos canais (DRY) e seu retorno (WET).

  12. Entradas e Saídas 2-Track. Sua principal função é enviar uma cópia do mix estéreo para um gravador de duas pistas (ou transmissão de rádio/TV) e permitir que a gravação seja reproduzida posteriormente através de um botão de retorno. Também viabiliza a monitoração em tempo real, pelo operador, do sinal que está indo e voltando do gravador.

  13. Saída. Seu volume é controlado pelo KNOB principal (9). É também conhecida como MASTER OUT, GRUPO ou BARRAMENTO. Aí está o mix final da mesa, ou seja, a mistura de todos os canais de entrada e os retornos das mandadas. Nesta mesa, há somente um barramento de saída L+R (Left/Right). Além da cópia nos conectores 2-track, a saída também é enviada a dois pares de conectores, sempre em nível de LINHA: MAIN MIX e CONTROL ROOM, dedicados respectivamente ao sistema de P.A. (ou estúdio) e à sala de controle (ou fones de ouvido do técnico).


Em tempo: mesas como esta, de apenas um barramento de saída, não são muito indicadas para gravações multi-pista, onde deseja-se registrar cada canal em sua própria trilha independente. Neste caso, utilize as mandadas auxiliares, que poderiam estar conectadas às entradas do seu gravador multi-pista ou interface de áudio no computador. Ao mesmo tempo, utilize a entrada 2-track para retornar a saída estéreo do computador e reproduzir o que já está gravado – tanto para monitorar quanto para fazer overdubs (gravar novas pistas enquanto se escuta outras previamente gravadas).
Hoje ja temos mesas que se plugam via USB diretamente no computador e controla a mesa virtual do software de gravação.

Tecnologia.
Eli Mauricio

Abraços !

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